sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Cadê meu Lexotan?

Acordo querendo continuar dormindo.... na cama olhando par ao teto e ouvindo o barulho da chuva.
Levanto como se o peso da Via Lactea estivesse sobre os meus pés, tenho dificuldade para andar, subir escadas.
Cadê meu LEXOTAN?
Não consigo definir os rostos das pessoas... estão desfiguradas.
Saio como uma alma penada pelas ruas e avenidas.
Cadê meu LEXOTAN?
O ponto de ônibus todo molhado me faz ficar encostado em um poste. Passam-se 3 ônibus.
Faço o voto e digo esse não, esse não esse não.... então vai esse.
Por triste escolha entro no mais lotado.
Cadê meu LEXOTAN?
Até passar pela roleta é como estar na peregrinação à Meca ou visita na Basílica de Aparecida no dia 12 de Outubro. As pessoas se fecham, criam barreiras, outros encocham, passam a mão.... um bulling frenético logo pela manhã.
Cadê meu LEXOTAN?
Olho pela janela e vejo casas prédios. Muros pintado e pichados. Pessoas correndo outras na leveza de um caminhar pelas nuvens.
Minha vontade é continuar ali.. chegar até o ponto final e lá pegar outro. E no ponto final desse outro seguir adiante.
Tornar-me um peregrino. Virar um perdido, sem RG, CPF.
Cadê meu LEXOTAN?
Quero ficar mudo e surdo. Não quero falar de A,B ou C. Não quero discutir. Não quero argumentar a respeito de nada...
Quero unicamente tomar um LEXOTAN.
Entrar num nirvana. Olhar tudo e todos com a paciência de um monge tibetano. Com as palavras cálidas de um autor de livro de auto-ajuda.
Não, não vou tomar um LEXOTAN.
Vou seguir o caminho já trilhado. Ou melhor fugirei dele.. e vou com tudo entrar na floresta. Cansei de seguir pela estrada de tijolos amarelos.
Ela é um engodo. Não leva para Oz e para lugar nenhum. Só nos faz andar, andar e andar. Basta de LEXOTAN.
Pronto... estou em dúvida.. qual lado da estrada vou seguir?
Vou tomar só mais um LEXOTAN sentar à beira do caminho e ver para que lado o vento me leva.
Bom dia!!!

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