domingo, 13 de julho de 2008

Ainda há no Brasil uma aplicação em excesso de penas privativas de liberdade aos menores em conflito coma lei, o que resulta em uma estrutura altament

Cláudio Dias
Direto de Araraquara


Mesmo traumatizadas, as vítimas de violência sexual precisam seguir um cronograma de instruções. Elas devem ir, em até 48 horas, ao serviço de saúde - seja ele municipal ou particular - para fazer exames médicos e tomar os medicamentos apropriados, como contraceptivos e retrovirais. O objetivo é impedir uma possível gravidez, além de contrair a DST/Aids. A polícia preferencialmente deve ser avisada antes do atendimento médico, para dar orientações importantes como guardar as peças de roupa para exames e não pode tomar banho.

"As mulheres precisam guardar a calcinha e as outras roupas para que a perícia possa colher alguma amostra", adianta a delegada Renata Fleury, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), em Araraquara. Ela explica que não se pode tomar banho antes do exame feito pelo médico do Instituto Médico Legal (IML). "Pode ser possível colher algum material genético". Na maioria das cidades paulistas não existe a delegacia especializada e a mulher vítima pode procurar uma unidade comum. Nos horários em que a DDM está fechada, o aconselhado é procurar a delegacia de plantão.

A delegada Márcia Salgado, dirigente do Setor Técnico de Apoio às Delegacias de Defesa da Mulher no Estado reconhece que a comprovação do ato sexual forçado é constrangedor para a vítima. Um projeto bem-sucedido no Estado, no sentido de reduzir esse mal estar, funciona entre o Instituto Médico Legal (IML) e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), de Ribeirão Preto.

"Muita gente teme o exame de corpo-delito, por isso, estreitamos esse laço e, dependendo do horário, o exame é feito aqui mesmo no hospital", destaca Regina Helena Brito de Souza, do Grupo de Estudos e Atenção à Violência Doméstica e Agressão Sexual (Geavidas). Na prática, o delegado aciona o médico do IML para fazer o exame na unidade de saúde onde a vítima está sendo atendida e tomando os primeiros medicamentos. Isto evita que ela mude de ambiente e seja levada ao IML.


Fonte: Redação Terra

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