Carne e queijos são os alimentos com maior contaminação por enterococos, diz pesquisa
Segundo o artigo de pesquisa brasileira e italiana publicado na Food Microbiology, mais da metade de 120 amostras apresentavam microorganismos.
Sabendo que a presença de enterococos em alimentos pode estar relacionada com infecções nosocomiais severas multi-resistentes, Bruna Gomes e colegas, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo, e do Departamento de Ciências Biomédicas, da Università degli Studi di Sassari, da Itália, analisaram 120 amostras de alimentos consumidos no Brasil para investigar a prevalência desse microorganismo. Dentre os tipos estudados, estavam alimentos crus, leite pasteurizado, produtos de carne, queijos e vegetais.
De acordo com o artigo publicado na edição de agosto da Food Microbiology, os pesquisadores identificaram que 52,5% das amostras foram positivas para enterococos, sendo que carne e queijo foram os alimentos mais contaminados. A espécie mais prevalente foi E. faecium seguida por E. faecalis, E. cassaliflavus e Enterococcus gallinarum.
Os autores identificaram ainda que o desenvolvimento de traços de resistência/virulência de duas espécies e a diferença de tipos de RAPD sugerem que tais espécies têm um potencial patogênico. “Em contraste, a recuperação de bacteriocinogênicos E. faecuim isolado sem nenhum traço de virulência sugere o seu potencial para aplicações biotecnológicas”, afirmam na publicação.
Diante dos resultados, os pesquisadores concluem que “enterococos presentes em alimentos brasileiros apresentam aspectos dualísticos importantes para segurança alimentar”.
Fonte: Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)
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