O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, e o secretário de Políticas de Previdência Social do Ministério da Previdência, Helmut Schwarzer, rejeitaram a aplicação de recursos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em bolsas de valores. "O mercado de ações vai crescer mesmo sem alocação compulsória de recursos", disse Appy.
A proposta foi apresentada e discutida nesta terça-feira em audiência pública nas comissões de Finanças e Tributação; e de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.
O coordenador do Plano Diretor do Mercado de Capitais (elaborado pela Bovespa com a participação de 45 entidades), Thomás Tosta de Sá, afirmou que a aplicação generalizada de recursos da previdência no mercado de títulos mobiliários nos Estados Unidos foi benéfica aos trabalhadores, que hoje detêm cerca de 70% do capital das empresas americanas. "A poupança previdenciária nos Estados Unidos saiu de 30% do PIB em 1970 para mais de 100% do PIB hoje", afirmou.
Helmut Schwarzer lembrou que os fundos de pensão já movimentam R$ 457,6 bilhões de ativos no mercado. O secretário disse que os fundos de previdência complementar dos estados e dos municípios, que hoje somam respectivamente R$ 16,9 bilhões e R$ 16,7 bilhões, "estão se tornando ativos importantes no mercado de capitais".
Para o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, a experiência de permitir o investimento de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em ações mostrou-se bastante positiva para os trabalhadores. "Eu apliquei R$ 25 mil do meu FGTS e hoje tenho R$ 300 mil em ações", contou. "Sou um dos primeiros a apoiar o mercado de ações", afirmou.
Fonte: Boletim da Câmara
Nenhum comentário:
Postar um comentário